A performance é uma mistura de teatro, música e artes visuais. Essa relação entre arte e a vida cotidiana tenta dirigir-se à realidade urbana. É característica a partir da segunda metade do século XX, mas sua origem está ligada aos movimentos de vanguarda. O público não participa da performance e essa sempre tem um "roteiro" previamente definido. Foi introduzida por Fluxus que, segundo o artista americano Dick Higgins, "não foi um momento na história ou um movimento artístico. É um modo de fazer coisas (...), uma forma de viver e morrer". O projeto tinha como objetivo de romper as barreiras entre a arte e a não-arte, o que dificultava a delimitação de contornos específicos para essa modalidade de arte. Nomes relacionados às performances são: John Cage, Georges Maciunas, Joseph Beuys, entre outros. No Brasil, o pioneiro foi Flávio de Carvalho, em meados da década de 50. A produção de Hélio Oiticica dos anos de 1960 (por exemplo, os Parangolé) guarda relação com a performance, por sua ênfase na execução e no "comportamento-corpo", como define o artista.
Em Bichinho, tivemos a oportunidade de criar a nossa própria performance. Escolhemos um cenário estranha à rotina, pois trata-se de uma escada com o muro no meio. Através de movimentos e sons, fomos capazes de ressaltar algo que passou despercebido por muitos.
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