quarta-feira, 27 de abril de 2011

SketchUp

Apesar de simples, a impressão que a casa escolhida para a intervenção me passou foi de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. Eram detalhes demais, pricipalmente do lado de dentro, que estava cheio de escombos. Eu quis retratar isso de forma abstrata e esse foi o resultado:

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Panorâmica - Stitcher

Inhotim

Localizado em Brumadinho, o Instituto foi idealizado na década de 80. Desde então, já sofreu muitas modificações, mas o objetivo de preservar a natureza e expor obras de arte contemporânea permaneceu o mesmo. Também é bastante conhecido pela diversidade e qualidade gastronômica. São mais de 70 exposições internas ou nos jardins, permanentes ou temporárias, que garantem uma visita não linear e de acordo com o gosto de cada visitante. Algumas obras sugeridas são: Através (de Cildo Meireles), o galpão constituído de obras de Adriana Varejão, o Penetrável Magic Square (de Hélio Oiticica), The Murder of Crows (de Janet Carddif e George Miller), entre outros. A exposição escolhida pelo meu grupo foi a Cosmococas, de Hélio Oiticica. Numa mistura de cinematografia e diversão, o próprio edicifil já causa uma sensação diferente por aparentar ser um bloco de metal no meio da natureza, já que foi projetado especialmente para receber a exposição. Ao entrar nele, existem cinco portas dispostas de uma maneira que confunde os visitantes. Em cada uma delas, existe um ambiente diferente e o objetivo é de interagir com as almofadas, redes, balões, piscina e camas para relaxar. As cinco Cosmococas são: Trashiscapes, Onobject, Maileryn, Nocagions e Hendrix-War.

                                               acabamento do prédio Cosmococa


Bichinho

Conhecer e passar alguns dias em Bichinho foi importante em muitos aspectos. Começando pelas excelentes aulas que nos fizeram perceber cada detalhe da Igreja da vila e produzir croquis sobre ela. Além disso, foi possível conversar com os moradores e entender a história deles que, de alguma forma, é toda interligada. Visitamos oficinas de artesanato, as quais são simplórias e pequenas e, ao mesmo tempo, tão importantes para toda a comunidade. É emocionante saber que por causa de uma pessoa (o artista Toti), hoje, a vila é procurada por pessoas de tantos lugares. Procurar o lugar da intervenção, aprender mais sobre fotografia, ficar imerso naquele ambiente, tudo foi essencial para melhorar nosso aprendizado.















domingo, 17 de abril de 2011

Hélio Oiticica

Nasceu em 1937, no Rio de Janeiro, e faleceu na mesma, em 1980, após sofrer um AVC. Em 54, iniciou, junto ao seu irmão César Oiticica, os estudos de pintura e desenho com Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio, ligado às experiências concretas e neoconcretas. Foi quando escreveu o seu primeiro texto sobre artes plásticas e tornou um hábito anotar reflexões sobre a sua produção. Até 59, manteve-se fiel aos veículos e suporte da pintura tradicional, mas cria relevos espaciais e penetráveis. Depois passa a produzir as Manifestações Ambientais. Ele participou da representação do Brasil na Exposição Internacional de Arte Concreta, realizada em 1960, em Zurique, na Suíça, e esteve presente nas coletivas de vanguarda Opinião 65  e Opinião 66, Nova Objetividade Brasileira e Vanguarda Brasileira, realizadas entre 1965 e 1967, no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. O artista também participou de algumas bienais de São Paulo e de uma na Bahia. Passou boa parte da década de 70 em New York, onde era bolsista da Fundação Guggenheim e participou da mostra Information, no Museu de Arte Moderna, o MoMa. Após a sua morte, foi criado o Projeto Hélio Oiticica destinado a preservar e divulgar suas obras. Entre 1992 e 1997, o Projeto realizou mostras em Roterdã, Paris, Barcelona, Lisboa, Mineápolis e Rio de Janeiro. Mas, em 2009, um lamentável incêndio na residência de César, seu irmão, destrói parte do seu acervo.
Dentre suas obras, destacam-se: o Parangolé, que é uma espécie de capa (ou bandeira, estandarte ou tenda) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, texturas, grafismos e textos a partir dos movimentos de alguém que o vista. É, portanto, considerado uma escultura móvel. Para ele, "o espectador veste a capa, que se constitui de camadas de pano de cores que se revelam à medida que este se movimenta, correndo ou dançando". A obra requer a participação corporal direta - além de revestir o corpo, pede que ele se movimente, "que dance, em última análise”. Outra obra importante foi a Tropicália, que era um labirinto composto por uma arquitetura improvisada, semelhante às favelas, um cenário tropical com plantas características e araras. O público caminhava descalço, pisando em areia, brita, água, experimentando sensações e, no fim do percurso, se defronta com um aparelho de TV ligado, que é um símbolo moderno. Era uma posição ética diante da sociedade polarizada e repleta de contrastes. Segundo Hélio Oiticica, “a obra nasce de apenas um toque na matéria. Quero que a matéria de que é feita minha obra permaneça tal como é; o que a transforma em expressão é nada mais que um sopro: um sopro interior, de plenitude cósmica. Fora disso não há obra. Basta um toque, nada mais”.

                                                                            Tropicália

                                                                        Parangolé

Performance

A performance é uma mistura de teatro, música e artes visuais. Essa relação entre arte e a vida cotidiana tenta dirigir-se à realidade urbana. É característica a partir da segunda metade do século XX, mas sua origem está ligada aos movimentos de vanguarda. O público não participa da performance e essa sempre tem um "roteiro" previamente definido. Foi introduzida por Fluxus que, segundo o artista americano Dick Higgins, "não foi um momento na história ou um movimento artístico. É um modo de fazer coisas (...), uma forma de viver e morrer". O projeto tinha como objetivo de romper as barreiras entre a arte e a não-arte, o que dificultava a delimitação de contornos específicos para essa modalidade de arte. Nomes relacionados às performances são: John Cage, Georges Maciunas, Joseph Beuys, entre outros. No Brasil, o pioneiro foi Flávio de Carvalho, em meados da década de 50. A produção de Hélio Oiticica dos anos de 1960 (por exemplo, os Parangolé) guarda relação com a performance, por sua ênfase na execução e no "comportamento-corpo", como define o artista.



Em Bichinho, tivemos a oportunidade de criar a nossa própria performance. Escolhemos um cenário estranha à rotina, pois trata-se de uma escada com o muro no meio. Através de movimentos e sons, fomos capazes de ressaltar algo que passou despercebido por muitos.

domingo, 27 de março de 2011

Definições

PARKOUR: em português, significa a "arte do deslocamento". É uma atividade esportiva que consiste em deslocar-se da forma mas veloz e eficiente possível, utilizando o corpo humano para superar obstáculos. Pode ser praticado em ambientes urbanos e rurais. Assemelha-se à auto defesa, apesar de não estar inserido em nenhuma categoria das artes marcias. Permite o auto conhecimento do corpo humano e da mente. São infinitos movimentos que desenvolvem força, cordenação motora e resistência. Geralmente, os praticantes tem facilidades com outras atividades físicas.

TEORIA DA DERIVA: é um dos trabalhos do pensador situacionista Guy Debord. Existem vários procedimentos, mas todos tem o mesmo objetivo: transformar o urbanismo, a arquitetura e a cidade. Sua prática consiste em sair em direção contrária ao meio urbano e anotar tudo como, por exemplo, o porquê de ter virado à esquerda e não à direita. Os estudos sobre o assunto foram publicados na Revista Internacional Situacionista.

FLÂNEUR: o termo francês vem do verbo flaner, que significa "para passear". Mas Charles Baudelaire deu um novo significado à palavra: uma pessoa andar pela cidade a fim de experimentá-la. Portanto, o termo tornou-se referencial para compreensão de fenômenos urbanos e modernos. Na arquitetura e urbanismo, o termo descreve aqueles afetados de forma involuntária por um desenho espacial. Aborda quetões do aspecto psicológico do ambiente construído.

FLASH MOB: são aglomerações instantâneas de pessoas, as quais realizam movimentos previamente combinados e que dispersam-se na mesma rapidez em que uniram-se. Existem para mudar a rotina ou modificar um meio urbano. Alguns mobs populares são: guerras de travesseiros, festas dentro de vagões de metrô, o zombie walk, etc. O recorde é da banda americana Black Eyed Peas que foi capaz de reunir 21 mil fãs fazendo a mesma coreografia na Avenida Michigan, em Chicago.


Obs: todas as informações acima foram retiradas do site wikipedia.com.